quinta-feira, 30 de abril de 2009

Idaron procura tranquilizar rondonienses sobre Gripe Suína

Na manhã desta quarta-feira (29), o presidente da Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril de Rondônia (Idaron), Augustinho Pastore, procurou tranquilizar a população do estado sobre o surto de Gripe Suína (Influenza), doença que foi confirmada em oito países e tem como principais focos o México, onde morreram mais de 140 pessoas, e os Estados Unidos, que têm 25 casos confirmados. “Não há nenhuma possibilidade desta doença chegar até Rondônia via animais, já que fazemos um monitoramento intensivo do transporte e abate de suídeos (suínos domésticos, selvagens e javalis) feitos dentro do estado”, disse Pastore.

Mas o titular da Idaron pede que todos tenham cuidado com o surto, já que a Organização Mundial de Saúde (OMS) está convocando reuniões diárias, o que leva a OMS, em breve, a classificá-la como pandemia (doença que atinge várias regiões do planeta). “Com a tecnologia, os males chegam mais rápido a vários cantos do mundo. Você pode ir de Rondônia até ao México em pouco mais de um dia. Se alguma pessoa que esteve na América do Norte e resolve vir para cá, corremos um sério risco de sofrer transtornos”, afirmou ele.

O órgão que cuida da sanidade animal também dá algumas orientações às pessoas que tem dúvidas se podem ou não consumir derivados dos suídeos com o surto da Influenza. “A Idaron aumentou ainda mais a vigilância dos produtos derivados destes animais. Prova disso, é que conseguimos há pouco tempo a certificação de área livre de Peste Suína Clássica, que é uma doença muito mais agressiva, parecendo com a dengue hemorrágica, só que nos suídeos. Pode consumir tranquilamente a carne ou produtos destes animais, já que quando bem cozidos, a mais de 70ºC, o vírus H1N1 não consegue resistir”, apontou Leandro dos Santos, médico veterinário e diretor técnico da Idaron.

Apoio

Caso algum produtor perceba algum sintoma diferente em um suídeo (suínos domésticos, selvagens e javalis) da sua propriedade, deve procurar um dos 75 escritórios ou 14 postos de fiscalização fixos da Idaron e comunicar o fato. Desta maneira, os profissionais da autarquia poderão tomar providências para evitar que a Gripe Suína cause problemas para a população de Rondônia.

Depois, o produtor que tiver contato com animais possivelmente doentes, deve procurar uma unidade de saúde, especialmente o Cemetron (Centro de Medicina Tropical de Rondônia) para melhor atendimento.

Doença

A gripe suína é uma doença infecto-contagiosa ocasionada por uma variante do vírus influenza H1N1. A transmissão pode ocorrer pelo contato com animais infectados (porco-homem) e também entre humanos (homem-homem). O consumo de carne de porco não acarreta doença, uma vez que o vírus é inativado pelo calor e tem esse nome por ter material genético (DNA) de porcos, humanos e até aves.
Assessoria de Comunicação da Idaron – Asscom/Idaron

Jornalista Responsável: Felipe Corona – MTb 919/RO

Contatos: (69) 3216-5238 e 9235-7020

quarta-feira, 29 de abril de 2009

É possível o SUS sem Médicos?


Temos assistido ao desenrolar de uma novela que não tem bandido e nem mocinho. Irremediavelmente somos vítimas de um sistema em que todos acreditamos, lutamos e achamos que conquistamos. Trata-se do Sistema Único de Saúde que nasceu há 20 anos como a grande esperança dos brasileiros, chegando a ser considerada uma das maiores conquistas na área social.

Se a discussão sobre a saúde pública no Brasil já era dramática, com a protelação da regulamentação da Emenda Constitucional 29 o quadro se agravou e tende a piorar. Institucionaliza-se o subfinanciamento e o SUS anda para trás. Com a omissão dos governantes e do Congresso Nacional, a escassez de recursos agrava a crise da saúde e, em vários estados da federação, o ambiente é de confronto, inclusive com médicos abandonando os serviços públicos.

É isso mesmo, os médicos estão desistindo do SUS. Os exemplos estão espalhados pelo país e o que eram atitudes isoladas tornaram-se movimentos coletivos, assumindo contornos dramáticos, como em Pernambuco no ano passado, e, mais recentemente, em Alagoas.

Por entender que esse processo é motivado pelo desencanto e pela impossibilidade de uma relação de trabalho suportável, não há que se falar em movimento reivindicatório. Impõe-se a falta de alternativa, em que os mais qualificados buscam a sobrevivência em outros espaços de atuação.

As formas de remuneração do trabalho, no SUS, continuam vergonhosas. Enquanto isso, os médicos são obrigados a acumular atividades, com jornadas exaustivas, em ambientes com precárias condições de atendimento, colocando em risco a qualidade da atenção à população.

Os chamados gargalos do sistema público determinam importantes limitações ao bom funcionamento da assistência médica. Basta visitar as unidades de atendimento de urgência e emergência para indignarmos e entender a situação em que nossos colegas são obrigados a conviver diuturnamente. É também revoltante encaminhar um paciente para assistência especializada sabendo que a grande maioria jamais vai ter acesso à consulta ou ao procedimento de média complexidade.

Pois bem, é difícil imaginar que os responsáveis pelo destino do sistema público de saúde possam estar arquitetando o SUS sem médicos, ou que a grande maioria da população, excluída da assistência médica no Brasil até o advento do SUS, deve se contentar com o pouco que vem sendo disponibilizado. Não podemos aceitar que assistência médica de qualidade seja privilegio de uma minoria que tem acesso ao sistema de saúde suplementar.

Diante desse triste quadro, não resta às entidades médicas outra atitude senão recrudescer a luta por mais verbas para o SUS, e por condições dignas de trabalho e remuneração decente para a categoria.

O primeiro passo foi dado no dia 21 de novembro de 2007, quando nos mobilizamos em um dia nacional de protesto que incluiu manifestações públicas e até paralisação de serviços em alguns Estados. Desde então, vários foram os movimentos em diversas unidades da federação, incluindo atividades e protestos junto ao Congresso Nacional e até uma carta aberta ao Presidente da República, em que nossas reivindicações são apresentadas publicamente.

Agora, enquanto as autoridades permanecem em silêncio, o Movimento PROSUS conquista mais adesões nos Estados e novas manifestações estão programadas. Na última semana de maio os médicos vão levantar suas vozes em seus locais de trabalho, em ruas e praças de todo o país promovendo debates e conversando com a população sobre as péssimas condições de trabalho e remuneração a que estão submetidos no SUS.

Nossas bandeiras já foram definidas. Lutamos para tornar o serviço público na área da saúde eficiente e de qualidade, com gestão competente e financiamento adequado. Queremos o reajuste dos honorários da tabela SUS, com a adoção da CBHPM; salário mínimo profissional de R$ 7.503,18, implantação de Plano de Cargos, Carreira e Salários e ainda uma Carreira de Estado, superando a famigerada precarização do trabalho e a ausência de médicos nos pequenos municípios e em regiões de difícil acesso.

Não há como esconder: a saúde vai mal, e sem um financiamento adequado, além de uma gestão competente, não há como prever melhorias.

* Geraldo Guedes é conselheiro do CFM por MG e coordenador da Comissão Nacional PROSUS

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Conselho Diretor do BB aprovação criação de superintendência em Rondônia

O Conselho Diretor do Branco do Brasil aprovou, em reunião realizada ontem à tarde, a criação da Superintendência do banco em Rondônia. A informação foi transmitida à senadora Fátima Cleide (PT-RO) pelo vice-presidente de Varejo e Distribuição da instituição, Milton Luciano dos Santos, por telefone, logo após o termino da reunião. A senadora cumpria agenda em Guajará-Mirim.

“O vice-presidente havia me falado que a reunião aconteceria neste dia 7, e ela efetivamente ocorreu, com resultado importante para a população do Estado, para o setor produtivo. É uma vitória da sociedade. A superintendência é necessária, atende ao crescimento que ocorre em Rondônia e irá representar, no sentido operacional, mais agilidade no atendimento a demandas que a Gerência hoje não pode assistir e para as quais ficamos na dependência de Mato Grosso", disse a senadora Fátima.

Para o presidente da Fecomércio, Francisco Linhares, a criação da Superintendência do BB em Rondônia é “de suma importância para o comércio, para gerir os nossos destinos no campo dos negócios, no processo de crescimento e desenvolvimento do Estado”. “Quero parabenizar a senadora Fátima Cleide e a todos que estiveram envolvidos na campanha pela criação da superintendência”.

A senadora se engajou na campanha promovida pelo Sindicato dos Bancários de Rondônia pela criação da superintendência desde o primeiro momento. Em fevereiro deste ano, ela esteve com Milton Luciano para tratar do assunto. Sua última iniciativa foi pronunciamento no plenário, no dia 2, quando mostrou que a economia rondoniense, com o terceiro melhor PIB da região Norte, segundo o IBGE, não pode prescindir de uma superintendência do Banco do Brasil em Rondônia.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Termina nesta terça-feira o prazo para contribuições à consulta pública que trata de mudanças nos concursos para a magistratura.

Os interessados podem enviar sugestões ao endereço eletrônico consultapublica@cnj.jus.br. A proposta está disponível na página de abertura do endereço eletrônico www.cnj.jus.br.

Até sexta-feira passada (03/04), a consulta pública recebeu aproximadamente 700 sugestões de juízes, servidores do Judiciário e advogados. O presidente da Comissão de Prerrogativas da Carreira da Magistratura do CNJ, conselheiro ministro João Oreste Dalazen, prevê que, dentro de 60 dias, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) estará pronto o texto da resolução para ser submetida ao plenário do Conselho.

Proposta - A consulta pública tem o objetivo de padronizar as etapas e os programas dos concursos nos 66 tribunais do país. A principal preocupação é garantir que o candidato tenha, além de conhecimento técnico, uma formação humanística e conhecimentos em gestão e administração.

A proposta do CNJ estabelece seis etapas para a realização do concurso.São elas avaliação escrita e oral, exames de sanidade física e mental, psicotécnico, sindicância sobre a vida social do candidato, análise dos títulos acumulados e frequência obrigatória em curso de seis meses de preparação para os candidatos com prova eliminatória ao final. Para ser aprovado, o candidato tem de obter uma média mínima de seis pontos.



JG/SR
Agência CNJ de Notícias

Conselho Nacional de Justiça - Assessoria de Comunicação